Tem Amor Pra Todo Mundo? – Uma Reflexão Sobre o Poliamor

A palavra poliamor – mesmo tendo um significado lindo de “múltiplos amores” – é, para muitos, sinônimo de swing, putaria, poligamia. Mas seu significado real nada tem a ver com isso. Poliamor é um tipo de relação interpessoal que recusa o modelo monogâmico, culturalmente tradicional na nossa sociedade, defendendo a possibilidade responsável de relações íntimas e profundas com várias pessoas ao mesmo tempo. Ou seja, você não só transa com outras pessoas, mas desenvolve outras relações completas com elas.

Você provavelmente está nesse momento pensando: Isso não existe, é loucura. Mas antes de julgarmos o conceito nos baseando em noções estereotipadas do assunto, vale dar uma olhada mais a fundo na questão.

AMOR COMO FONTE RENOVÁVEL

Você tem amigos que ama, certo? Não somente um, mas alguns. Tem também sua família – que pode ser bem grande: primos, tios, irmãos, pais, filhos – todos muito amados. E além de tudo tem o maridão, que recebe também uma parcela generosa de amor.

Se conseguimos amar tanta gente simultaneamente, por que o amor romântico tem que ser dado pra somente uma pessoa? Essa foi a sacada dos seguidores do poliamor. Eles entenderam que não dá pra gastar amor que nem dinheiro, é um sentimento infinito, que nem todos os outros.

E o Poliamor se diferencia do relacionamento aberto, porque não envolve somente sexo – as pessoas se permitem manter relações profundas com outras pessoas. O sexo passa a ser mais uma forma de diversão e intimidade, caso contrário, seria apenas mais um grupo de amigos.

Seria então uma forma educada de trair? Traição implica em mentira, em quebra de acordos. Dentro do poliamor, todo mundo sabe de tudo o que está rolando e todo mundo está de acordo e feliz da vida. A fidelidade aí perde a noção de posse do outro, do corpo ou do “coração” – a fidelidade assume o único e exclusivo sentido de confiança mútua.

MAS EU ME MORDO DE CIÚMES!

As pessoas que seguem esse estilo de vida afirmam que sentem, sim, ciúmes. Aliás a ideia de eliminar ciúmes da vida é algo utópico – é como querer eliminar pra sempre a raiva ou ansiedade. Sentimentos sempre vão existir e martelar na nossa cabeça, cabe à nós decidirmos como vamos lidar com eles.

E pra adotar o poliamor como forma de relacionamento, as pessoas envolvidas têm que estar muito cientes da existência do ciúme para saber exatamente como lidar com esse diabinho. Mas mesmo em relações monogâmicas, o ciúme só domina os mais inseguros, já que nao tem nada a ver com a outra pessoa – ciúme é um problema seu com você mesmo.

MAIS FÁCIL FALAR DO QUE FAZER…

Nunca tinha me aprofundado no tema do Poliamor até escrever esse texto. Sabia o que era, mas tinha sempre o julgamento superficial de que isso é loucura. Pesquisando mais sobre o tema, descobri que essa é uma forma de vida adotada por muitas pessoas no mundo todo. E muitas pessoas vivem muito felizes assim, obrigada.

Acho a ideia ótima, até por ter minhas dúvidas sobre a questão de ficar com uma só pessoa pro resto da vida. Mas ainda não me convenci que relacionamentos múltiplos podem satisfazer a todos os envolvidos com a mesma intensidade do que em uma relação de exclusividade. Acho que por mais que seja uma experiência muito rica pro indivíduo em si, o crescimento do relacionamento é prejudicado. Dividir amor pode ser lindo, mas dividir energia pode acabar trazendo conseqüências não tão agradáveis.

E você, conseguiria se adaptar a esse modelo de relacionamento? Pra te inspirar, te deixamos com uma cena de Vicky Cristina Barcelona – como você reagiria em uma situação como essa?

Para saber mais:

http://www.xeromag.com/fvpoly.html – Página muito completa, com FAQs acerca do Poliamor.

http://www.polyamorysociety.org – Um dos mais importantes e completos sites sobre o tema. Criado em 1992 por Jennifer Wesp, reúne uma vasta comunidade nos EUA e em todo o mundo.

http://movingtowardsecstasy.wordpress.com/ – Blog com relatos verdadeiros de um casal que vive o modelo de amores múltiplos.

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26 Comentários (+adicionar seu?)

  1. luana sales
    jun 15, 2011 @ 17:55:45

    Confesso, sou #egoísta demais pra dividir #alguém. Tanto que essas idéias de swing, troca troca e afins,não sou contra, nem adepta; comigo é #euEapessoa e pronto. quem consegue viver um Poliamor, parabéns o/

    ps.: texto ótimo ;)

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  2. @alineleonelo
    jun 15, 2011 @ 18:04:22

    Por causa do blog, vi a palestra do psiquiatra, e acabei assistindo as séries “traidores” e “4 mulheres e 1 marido”.

    O poliamor tem toda uma filosofia, mas mesmo assim, em partes, ele é sempre egoísta.
    No caso do programa, se todas as mulheres do cara tivessem a opção de serem casadas com outroS homens, a relação seria igual. Assim, ainda é egoísta. Mas pelo menos elas sabem e escolheram estar nessa situação.

    É como você disse: a questão da traição está muito mais na enganação do que no ato em sí. Conheço casais que continuam casados, com seus relacionamentos desabando, e cada um tem seu “casinho” por fora. Em alguns casos foi decidido por ambos, em outros, tem sempre alguém que não faz idéia do que tá acontecendo.

    Concordo com o Dr. Gikovate quanto a diferença entra traição sexual e sentimental, o quanto ela é mais natural pros homens, e que hoje em dia se tornou um fenômeno principalmente por causa dessa coisa de ficar. O cara tá um pouco infeliz ou enjoado em casa, escuta aquele amigo solteiro falando cada dia de uma mulher e cria a ilusão de que é aquilo que ele precisa na vida dele. As mulheres também, mas normalmente buscam atenção, carinho ou sexo melhor.

    Mas também acho que a evolução do seu humano só foi possível porque ele soube lutar contra os seus instintos. A fidelidade e a monogamia podem não ser naturais, nem fáceis de serem cumpridas. Mas essa luta cotidiana contra nós mesmos, com certeza é uma prova de amor.

    Quanto ao poliamor eu não sei… Muito ‘moderno’ e muito ‘desapegado’ pra minha cabeça. Mas na verdade acaba sendo algo meio maquiado. Pode ser uma ótima escola, pode sim te tornar melhor nos seus futuros relacionamentos, mas imagina aquele caso do programa daqui 40 anos?

    Acho que só quem se colocou nessa situação sabe direito o que se passa na cabecinha, no quarto e no relacionamento. doidera!

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  3. donluidi
    jun 15, 2011 @ 18:48:41

    Na minha opinião desde que haja respeito mútuo qualquer tipo de relação é válida. Afinal fazemos o que julgamos que nos traz felicidade. Mas esta é uma questão deveras complexa, parabéns pela aboradagem do tema

    Resposta

  4. Maysa
    jun 15, 2011 @ 19:22:08

    Tem que estar BEM decidido em adquirir essa filosofia de vida, eu particularmente não conseguiria não.
    Mas, é isso ae seus sem vergonhas ;)

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  5. Irina
    jun 15, 2011 @ 21:06:39

    Parabéns, um dos melhores posts até agora. Mas é um assunto tão delicado que talvez precisasse aprofundar mais em outros posts, não?! (só uma sugestão…)

    Concordo que é bem dificil manter um relacionamento assim e que o amor é realmente infinito. E se o amor não é divisível e finito como o dinheiro, pq a energia é? A energia pode se multiplicar tb ;)

    Resposta

  6. Thanatos
    jun 15, 2011 @ 22:55:01

    Post bem escrito… e como eu tenho alguma experiência pessoal no assunto, posso responder algumas dúvidas.

    O crescimento do relacionamento não é prejudicado, bem pelo contrário, na minha experiência. No começo de um relacionamento existe tanta coisa que a gente não sabe sobre a pessoa com quem estamos que sempre temos novas oportunidades de crescer. Mas passando anos essas novas experiências dentro do relacionamento vão diminuindo…. as fontes de novidades vem de outros aspectos da vida, novos filmes, novas interações no trabalho, essas coisas, e não te trazem mais tantos aprendizados pra serem usados dentro de um relacionamento.

    Eu, quando comecei a pensar na idéia, pensei em quanto eu aprendi com o meu primeiro namoro, que durou 2 anos e meio, e principalmente, quantas coisas que eu só consegui perceber que aprendi ao me relacionar com outra pessoa depois. Ter mais relacionamentos depois faz trazer mais coisas pro relacionamento inicial.

    Quanto a dividir energia.. relamente dá trabalho, principalmente no começo de um novo relacionamento. Paixões demandam muita energia.. e são muito gostosas. Tem que se ter um cuidado pra não deixar o parceiro anterior muito de lado, mas toda paixão passa, e depois fica mais fácil balancear tudo. Fora que todo o relacionamento te dá muita energia, muita vontade de viver, fazer tudo :)
    É pra pessoas que realmente gostam de relacionamentos, de conversar, de estar junto, e não só pela comodidade ou pra satisfazer a cultura. Mas em relação ao tempo investido, não é tão complicado assim, se você já tiver passado da faze trabalho/faculdade/estudos simultaneamente, e tiver algum tempo livre e tal, da mesma forma que teria tempo pra sair só com os amigos, ou fazer alguma coisa sozinho.

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  7. Lucas Infante
    jun 15, 2011 @ 23:54:55

    Podem me chamar de velho, antiquado, romântico, idiota, ou o que for, mas eu ainda sou a favor da boa, velha e funcional monogamia…

    Resposta

  8. julio
    jun 16, 2011 @ 00:25:52

    Podem me chamar de velho, antiquado, romântico, idiota, ou o que for, mas eu ainda sou a favor da boa, velha e funcional monogamia…[2]

    Resposta

  9. Bruno .
    jun 16, 2011 @ 02:57:17

    Juro que ainda hoje cedo estava me questionando: Seria eu um polígamo?

    Acho a ideia boa, já tive mais de um relacionamento fixo, uma sabia da existência da outra, mas uma não sabia quem era a outra, e eu não as impedia de ver outros caras, apesar de isso não acontecer, pelo menos não que eu soubesse.

    Mas hoje eu me pergunto, e se eu soubesse? Eu me divido, mas eu dividiria outro alguém?

    Acho que só saberia tentando.

    Resposta

  10. Lu L.
    jun 16, 2011 @ 04:28:52

    Tenho um namorado a 3 anos e sou bissexual. Ele sabe. Tenho uma amiga lésbica que eu realmente amo, e realmente queria namorar com mais ela.. Não sei se meu namorado não ficaria magoado, pois ele fica tranquilo quando fico com outras mulheres, pois não há a questão do amor. Já falei com ela que meu sonho seria namorar ambos, mas ela disse que não era isso que ela queria, infelizmente. Eu amo uma pessoa, não o gênero. Tenho ciúmes, mas nesse caso eu aceitaria amar os dois.

    Resposta

    • Carina
      jun 16, 2011 @ 18:12:11

      Lu, sendo ciumenta, você aceitaria que tanto seu namorado, como sua ‘amiga’ tivessem outras pessoas, assim como você ‘teria’ os dois?

      Resposta

  11. Renata Cabrini
    jun 16, 2011 @ 05:16:20

    tento implantar esse conceito, mas é difícil. a regina navarro #reginanavarro é especialista nisso. ;)

    Resposta

  12. Dora Delano
    jun 16, 2011 @ 17:03:01

    Eu acho que o ser humano tem a natural mania de hierarquizar tudo. É meu MELHOR amigo, os melhores anos da minha vida, minha melhor turma, meu melhor aquilo e melhor aquilo outro… então acho meio inevitável rolar um favoritismo, mesmo que seja para alguns aspectos e outros não. Explico. Pode ter aquele com quem você vai gostar muito mais de sair para conversar e contar a vida, ou seja, mais companheiro e tal e outro com quem vai ser mais sexual, pq o sexo combina melhor.

    Eu sou antiquada. Por mais que eu ache esse tipo de amor “mais evoluído” [põe evoluído nisso!], ainda acho que nossas relações em geral são muito egoístas para comportarem tanto desapego.

    Mas é como disseram: honestidade acima de tudo. E vamos combinar, tem gente que SIMPLESMENTE não nasceu para ser fiel.

    Bjo bjo

    Resposta

    • donluidi
      jun 16, 2011 @ 17:37:28

      Certamente que sim. Conhecemos N pessoas diariamente e porque algumas em específico chamam a nossa atenção mais do que outras. Concordo que existem níveis de afinidade (apenas carinho, amizade e carinho, amizade e sexo). Belo comentário.

      Resposta

  13. Carina
    jun 16, 2011 @ 18:20:20

    O Post é excelente! Propondo uma discussão bacana sobre o tema! Também acho uma forma muito ‘evoluída’ de relacionamento, e nesse sentido, eu devo ser uma australopitecus.

    No entanto, é interessante notar que as pessoas que comentaram aqui dizendo que já se relacionaram dessa maneira, sempre foi unilateral, ou seja: elas tiveram mais de um relacionamento (ou teriam), mas seus parceiros só se relacionavam com elas. Assim eu acho que fica ‘fácil’, pois elas não estão colocando à prova esse ‘egoísmo’ que todos que não teriam um relacionamento assim (incluindo eu mesma) alegaram ter…

    Resposta

    • Thanatos
      jun 17, 2011 @ 01:09:28

      ei, eu não!
      minha namorada também tinha alguém…

      cada um lidou de um jeito eu acho.. ela tinha mais ciume acho, pra mim foi bem tranquilo.

      Resposta

      • Carina
        jun 17, 2011 @ 20:59:19

        Opa! Perdão Thanatos…!

        Mas ainda assim, acho tenso. De qualquer maneira, o que vale, é que esse estilo de vida prega a verdade. E em um relacionamento, isso é o mais importante. Ninguém pode reclamar de que não ‘foi avisado’, não é mesmo?

  14. Penelope
    jun 16, 2011 @ 20:22:35

    Deve ser bem difícil um relacionamento desse. O filme é perfeito mesmo para ilustrar esse tema. Acho que como tudo na vida, tem adeptos ou não.

    Resposta

  15. Marco Carvalho
    jun 16, 2011 @ 20:39:27

    É difícil pq a gente quer que seja difícil. Nós não queremos sair do modelo que já está instituido.

    Eu tenho, faço, sou feliz e sim, dá para ser uma via de mão dupla, dá para ter intimidade e desenvolver ao infinito os relacionamentos. Se não não teria relacionamentos de mais de 10 anos…

    Sobre o ciúmes, ele vai aparecer, a questão é saber pq o ciúme aparece. Quando seu amigo(a) arranja um(a) namorada(o) você fica com ciúme? Não né? E pq com o namorada(a) fica? Por medo de perder.. como com amigos nosso paradigma é que não perderemos a amizade nós não sentimos ciúme.. já com os affairs como acreditamos que não é possivel amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo affair + outro = eu sozinho .. essa é a equação do ciúme…

    O próprio exemplo do primeiro parágrafo mata a charada.

    Resposta

  16. Jack
    jun 17, 2011 @ 00:04:31

    Acredito que na cabeça de cada pessoa que leu, passaram as coisas que ela vivencia pra poder exprimir um comentário.
    E a minha opinião, depois de modesto 27 aninhos vivendo solteira e não solteira ao mesmo tempo, é que eu consigo viver um Poliamor ao meu modo… É tanto amor pelos amigos, que inevitavelmente se transforma em tesão, lance físico mesmo! Aí rola, é complicado porque dá ciúmes de certas coisas mesmo, mas é normal vai haver sempre!
    Não moro com eles, não sei se moraria (isso vem da minha personalidade, convicções e tals), mas posso amar assim até morrer!
    E o que ando percebendo ultimamente é que isso vem rolando muito entre as pessoas, e elas nem estão percebendo!

    Enfim, ótimo texto, enxuto e pessoal que é melhor!

    Abraço

    Resposta

  17. Brenda
    jun 17, 2011 @ 03:46:07

    Podem me chamar de velho, antiquado, romântico, idiota, ou o que for, mas eu ainda sou a favor da boa, velha e funcional monogamia…[3]

    Eu acho que isso é algo pessoal, algo que se deve respeitar. Acontece que, existem pessoas heterossexuais, homossexuais, bi, pan, pessoas que gostam de menage a trois, pessoas que gostam de se relacionar com várias pessoas e blá blá.

    E existem as que não gostam, não optam ou não são. Simples assim.
    É uma escolha de cada um, entre o ser humano, ainda mais em como o mundo está hoje, existem diferenças entre as pessoas, o que não deve existir é desigualdade.

    Cada um com suas escolhas e gostos… mas como dito acima, a minha opção ainda é a monogamia. Respeito quem prefere outras formas assim como respeito a opção sexual de cada um.

    Resposta

  18. PAULINHO
    jun 17, 2011 @ 15:03:03

    Só um basta né? O amor é único, o resto é fantasia…
    http://pernadepautupa.wordpress.com

    Resposta

  19. Martinha
    jun 20, 2011 @ 19:11:30

    Eu acho que quando nós começamos a ver que podemos dar nascimento de liberdade ao outro, nós vemos que as nossas relações podem ser completamente diferentes.

    Resposta

  20. Raphael Barros Dorneles
    jun 21, 2011 @ 08:00:53

    Como budista, eu acho que o desapego é a chave da felicidade, então uma relação que leva às pessoas a minimizar a possessividade é completamente bem-vinda. Acho que a grande questão de se trazer essa discussão no blog é sobre o respeito. Por mais que muitos não gostariam de ter, tem que haver o respeito por quem pratica. Por mais que não tenha desapego suficiente para praticar, há sempre que ter respeito suficiente para não julgar os outros! E discutir é a chave para tal respeito surgir.

    Resposta

  21. Martinha
    jun 21, 2011 @ 22:35:17

    Concordo com você Raphel quando fala respeito acho muito valido
    Mas acho “discutir” sobre o assunto, é reproduzir a novela das oito.
    Na minha visão quando surge a energia de certo, errado, culpado e vitíma, a coisa toda perde o sentido, perde-se a referencia.
    Se nos nos movermos pelo mundo achando que a nossa felicidade está na dependência do outro ai não tem jeito sofrimento na certa, porque as coisas mudam, tudo se move.

    Resposta

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