Fetiches & Fantasias – o lado bizarro de todos nós


Pra falar desse tema, nada melhor do que começar com uma frase do ilustríssimo Nelson Rodrigues: “Se soubéssemos dos detalhes da vida sexual das pessoas não falaríamos com elas.”

Todo mundo tem fetiches ou fantasias, poucos tem coragem de assumir. Uma vez ouvi uma história de um homem que procurou uma garota de programa e chegando lá ele não queria transar – queria, invés disso, limpar o apartamento da moça e ser tratado como um empregado. O sexo era o que menos importava pra ele.

Fetiche é a atração sexual exclusiva por alguma parte do corpo ou por objetos ou ações teoricamente nada relacionados ao sexo. Já a fantasia sexual, se refere a tudo que envolve imaginação e, não necessariamente, realização. Mas de fato, os dois andam muito juntos, já que se uma fantasia tem tema específico, pode ser considerada fetiche também.

Jogue a primeira pedra aquele que nunca se pegou fantasiando com coisas bizarras. Listaremos aqui os fetiches mais comuns e os mais, digamos, inusitados. Aproveita e vê se reconhece o seu nessa lista:

OS MAIS COMUNS

Masoquismo: pra eles, o prazer é ser submetido e humilhado. Gostam de tapas, arranhões, mordidas, xingamentos – tudo o que as colocam em uma posição inferior.

–        Sadismo: Para todo masoquista ser feliz, tem que haver um sádico.O barato desses é dominar, causar dor, sofrimento, humilhar.

–        Voyeurismo: Prática dos que gostam observar de longe o sexo em si ou qualquer coisa relacionada que os excite.

–        Cross-dressing: Pessoas que sentem prazer em vestir roupas do sexo oposto e que nao tem nada a ver com orientação sexual. Sim, aquele gostoso da academia pode gostar de usar um fio-dental por baixo da calça.

–        Fantasia envolvendo estupro: Pessoas que tem tesão em imaginar que estão sendo forçadas a fazer sexo.

–        Fantasias homossexuais: Tesão em se imaginar transando com pessoas do mesmo sexo.

–        Transar com mais de uma pessoa na cama: Essa é a preferência nacional. Seja com mai um homem ou mais uma mulher, o menage ou threesome vem ganhando cada vez mais adeptos.

FANTASIAS MAIS “INUSITADAS”

–        Crush Fetish: Desejo em ver pequenos insetos e animais sendo esmagados até a morte.

–        Autonepiofilia: Pessoa que sente tesao em usas fraldas e ser tratada como um bebê.

–        Agorafilia: Pessoas que tem tesao incontrolável por transar em lugares públicos.

–        Looners: Aqueles que tem fetiche por balões. Alguns curtem estourá-los outros só brincar com eles.

–        Emetofilia: Fantasia dos que curtem vomitar ou que o parceiro vomite neles.

–        Exibicionismo: Tesão em mostrar as partes íntimas para pessoas estranhas.

–        Coprofilia: Tesão estimulado por excrementos: xixi ou cocô. Alguns gostam de ver, outros de cheirar e os mais loucos de ingerir.

–        Omorashi: Fetiche inventado pelos japoneses, que consiste em ter tesão em estar ou ver alguém com a bexiga cheia.

Daria pra listar mais uma infinidade de taras e fantasias – e, por mais bizarras que pareçam, a gente tem que lembrar que de perto ninguém é normal. Se for feito com segurança e SEM PREJUDICAR ninguém, as fantasias podem ser bem divertidas: vá fundo e ache alguém tão louco quanto você pra te acompanhar.

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Dominar ou se deixar dominar… é discutível.


Por *Tomas, do blog Casos sobre Casos.


Esse  tema caiu como uma luva porque recentemente tive duas experiências distintas que acredito ilustrarem bem minha opinião sobre a discussão em pauta.
Moça A: temperamento forte, desembaraçada, sem frescuras. Err…Rock’n’roll.
Ex-namorada de um colega. Tinha seu contato há anos aqui, mas só há pouco começamos a nos falar constantemente e em um certo momento acordamos que os dois estavam querendo sexo e simpatizavam um com o outro. Marcamos um encontro e quando nos vimos em um bar já sabiamos que iriamos transar naquela noite. Como não escondíamos o assunto e continuávamos a conversar sem pudores, durante o papo no bar eu descobri duas informações interessantes:
1- Ela gostava tanto de dominar quanto de ser dominada e queria as duas coisas;
2- Ela não gostava de tapa na bunda (“Um tapinha só, ok. Sem problemas, mas não fica dando tapa porque eu não gosto“).
Deixamos os detalhes de lado e partimos para a transa que foi sensacional. Repetimos no dia seguinte e na manhã do outro. Alternamos papéis, curtimos demais o final de semana e dei só um tapa na bunda quando ela se virou sorrindo e disse: “Você tá morrendo de vontade de dar um tapa, né? Pode dar!” – SLAM, biacth!
Moça B: delicada, de poucas palavras, chique, bem jovem. Hummm…Princesinha.
Depois de algumas noites de pegação havia chegado a hora do sexo. Ela gemia baixinho e gostoso durante as preliminares e o sexo oral (não considero sexo oral como preliminar). Tudo parecia bem. Comecei a penetração explorando em leves investidas cada passagem de anel vaginal quando na quarta estocada ela abriu os olhos, séria, e mandou na lata: Querido, enfia todo esse cacete para eu sentir ele inteiro”. Me chocou um pouco, mas topei. Toma!!! Sua cabeça pendeu para trás, abriu a boca, os olhos reviraram e ela segurou com um abraço meu corpo para que eu não me movimentasse. Eu lá estático e pensando “Querido?“. Um segundo, dois, três, quatro, cinco seis, sete. Aí ela novamente me olhou e ordenou:“Agora mete assim e dessej jeito, nesse ritmo…”
Acho que é importante que eu conte um aspecto meu nesse momento. Sabe quando você vai à uma peça de teatro ou o cinema e você odeia logo de cara o que está assistindo? Eu sou aquele que levanta e vai embora nos primeiros quinze minutos quando acho que não vale a pena compactuar com uma produção ruim. O valor do ingresso começa a custar mais caro a cada minuto de exibição e no caso da Moça B, por mais que a protagonista e o trailer prometessem, a direção se mostrou péssima. Digo isso morrendo de pena, porque ADORO feedback na cama. Acho fantástico descobrir como cada mulher gosta de cada coisa, mas as falas e o timing… estavam horríveis.
Nem havia engrenado na sintonia fina da posição naquele momento e o “querido” profanado veio como um soco no ego. “Querido” é condescendente demais para uma primeira transa com o cara. Eu nunca nem imaginaria quebrar o ritmo e o andamento para sugerir uma mudança de arranjo no meio do compasso: “Filhinha… rebola aí! E vê se requebra direito!” Não dá, né? Pelo menos não na primeira transa dos dois. É preciso de um mínimo de tato quando se está descobrindo a outra pessoa em um momento tão íntimo.
Tem homem que realmente não se abala, não se importa ou até que curta. Ora bolas, tem homem que enfia o pau em qualquer coisa que se mexe. Não é meu caso. Desengatei e dissei: “sinto muito, mas não vai rolar“. Ela entendeu e até pediu desculpas. Disse que não precisava se desculpar e que tentaríamos depois em breve.
Dias depois fomos novamente para a cama e rolou tudo ótimo. Ela adorou (ou será nominada para o Oscar) e eu só não achei a transa sensacional porque dessa vez  forcei a minha imposição como dominador ao invés de deixar rolar e deixar cada um dos papéis se desenvolver aos poucos e naturalmente.
A conclusão que cheguei é que sou dominador por natureza, mas posso aceitar o papel como dominado. O que não posso é ser dominado sem aceitar primeiro o papel. A grande diferença entre os dois casos foram a comunicação e o entendimento. Não tem mágica. O sexo sempre será melhor quando as partes envolvidas possuem um mínimo de conhecimento sobre o outro e quando essas informações ainda não estão disponíveis, meu conselho é manter-se no padrão básico: Moça submissa na cama e macho dominador devastando o que encontra pela frente. Funciona que é uma beleza na maioria dos casos. Com o tempo vocês vão se acertando e definindo melhor seus papéis de acordo com o gosto de cada um.
P.S.: A Moça A perguntou se eu curtia um tapa na bunda. Respondi que sim. Não me dá tesão, mas acho divertido e sexo tem de ser isso mesmo. Slap!



 

Sobre *Tomás

Carioca com mais de 30 anos. Vida sexual ativa, sem papas nas línguas, adora uma perversãozinha, fetiches e nunca comeu uma ruiva de verdade. Autor do Casos sobre Casos.

Dominação e submissão no sexo – Ep. 16 – Casal Sem Vergonha


Sexo sempre esteve ligado com a ideia de dominação e submissão.

Nesse episódio, batemos um papo sobre o assunto.

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