Pelos Direitos dos Pneuzinhos – uma crítica à ditadura da beleza


Coisa chata essa de todo mundo ter que ser igual. Como se já não bastassemos termos que nos adaptar aos infinitos padrões culturais e sociais que nos são empurrados guela abaixo, ainda temos que adaptar nosso corpicho a um padrão estabelecido pela mídia e pela sociedade.

Na Grécia Antiga, as Deusas eram sempre cheinhas, com curvinhas cheias de charme. E essa regra durou bastante: até uns 30 anos atrás, esse era o padrão estético perseguidos pelos ícones de beleza – até porque, aqueles quilinho a mais, eram considerados sinal de fartura – basta olharmos as divinas curvinhas de Marlyin Monroe. Regime são uma tendência de uns anos pra cá. E pouca gente escapa da regra – porque pra você caber num manequim 36 comendo igual a um ser humano normal, tem que ter uma predisposição genética. E os 90% da população que não a tem, se lascou.

E como se não bastasse o peso, hoje temos também que nos adaptar a um monte de outras coisas que todo mundo tem que ter: peito grande e duro, bunda empinada, nenhum pneu com reserva de gordura pra situações emergenciais (já pensou se a Gisele Bundchen se perde num deserto? A reserva de gordura dela não dá pra 24h), cabelo liso, unhas sempre pintadas, entre outros.

É por isso que abrir uma revista com ensaios sensuais hoje é muito menos emocionante – todo mundo é igual e, se não for, o Santo Photoshop dá um jeitinho. O site Hypeness fez essa semana um post com uma coleção de fotografias femininas dos anos 50 e 60 – tudo muito mais bonito, mais sexy, mais natural.

Agora queremos ouvir de vocês: preferem o padrão de beleza dos anos 50 e 60 mostrados no post ou acham tudo mais bonito agora? Deixe sua opinião nos comentários!

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