Última chamada! – Você pode levar pra casa o livro SEXO, de Flávio Gikovate- PROMOÇÃO ENCERRADA


Sexta-feira, dia 21/05, faremos a apuração, o que significa que você tem pouco tempo para participar e levar o livro pra casa. Se você não sabe do que estamos falando, clique aqui.

É ridiculamente fácil concorrer:

1- Curta a FanPage do Casal Sem Vergonha no Facebook: http://on.fb.me/jlanOW

2- Publique em nosso mural uma frase dizendo “porque você merece ganhar o livro SEXO, de Flávio Gikovate”, seguida da hashtag #promosexo

Ex:  Eu mereço ganhar o livro do Flávio Gikovate porque o sexo lá em casa tá capengando! #promosexo

3- Peça que seus amigos curtam o que você publicou.

O AUTOR DA FRASE MAIS CURTIDA (COM MAIS “LIKES”) LEVA O LIVRO! SIMPLES ASSIM!

Corre que ainda dá tempo!

2a Missão: Leia pelo menos UM desses livros //Plano de Ação para Desencalhar e Ser Mais Feliz


Hoje é dia da segunda missão em busca do seu desencalhamento e de uma vida amorosa mais feliz. (Se não sabe do que estamos falando, clique aqui)

A gente passa a vida estudando, lendo, se informando – mas muitas vezes, deixamos de estudar assuntos que mais interferem na nossa felicidade. Se você está lendo esse post, já é um sinal que se interessa pelo tema e que quer melhorar.  Mas é preciso mais. Pra ser feliz de verdade nos relacionamentos, é preciso refletir, questionar, abandonar padrões antigos que não fazem mais sentido, pensar fora da caixa. E, como é impossível fazer isso tudo sozinho, te daremos aqui uma lista de livros e sites/blogs que podem te ajudar nessa busca. Leia as sinopses, escolha os que mais te interessam – e assuma o compromisso de ler pelo menos UM livro essa semana. E, quanto aos blogs, não tem desculpa: entre em todos, fuçe, pesquise. Se bater a preguiça, lembre de todas as vezes que sofreu e se se queixou sobre como não tem sorte no amor, como tudo dá errado pra você – tenho certeza que a motivação vai chegar.


LIVROS:

Tudo sobre SEXO, de Paul Joannides: praticamente uma bíblia sobre o tema. Prático, leve e sem preconceitos, tem de tudo, inclusive dicas práticas e muito úteis.

A Essência do Amor , de Osho: Uma obra referência sobre o amor – o amor em sua essência, o amor verdadeiro, sem ciúme, possessividade ou ego. Osho nos abre olhos e mostra que só é possível amar de verdade quando entendemos que não é possível possuir ninguém, já que o amor é o sentimento mais livre de todos. Leitura obrigatória.

A Transformação da Intimidade, de Anthony Giddens (Ed. Unesp) : Fala sobre sexualidade e da sua relação com as mudanças gerais que afetam nossas vidas pessoais. O autor trata muito bem do que considera ser “uma sexualidade plástica” e que é a realidade de muitos nessa geração. O livro é um pouco mais denso e complexo do que os outros, mas muito acrescentador.

Mulheres que Correm com os Lobos: mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem, de Clarissa Pinkola Estés: Uma obra para todas as mulheres que querem saber mais sobre a força feminina interior. É um exercício e trabalho intenso de auto-conhecimento. Muitas mulheres já o adotaram como livro de cabeceira.

– Maithuna – Sexo Tântrico, de Otávio Leal: Esse livro dismistifica os paradigmas do Tantra que resume a filosofia em abordagens parciais restritas somente ao sexo. Otávio Leal traz segredos dificilmente encontrados em manuais, que podem fazer uma grande diferença na sua forma de amar.

Uma Nova Visão do Amor, de Flávio Gikovate: Esse livo é tece relações entre amor, casamento, solidão, individualidade e paixão, nos fazendo pensar em outras forma de relacionamentos que fogem dos padrões atuais. Muito bom.

A Cama na Varanda, de Regina Navarro: Foi um dos maiores fenômenos editoriais dos anos 90 e sua temática ainda continua muito atual. Regina Navarro traz a questões da história sexual humana, da valorização da mulher e das normas formas sociais. Ela também discute bastante sobre questões acerta dos moldes dos relacionamento atuais. Vale a leitura.

BLOGS/SITES

– Não2não1

– Papo de Homem

– A Vida Secreta

– Site do Dr. Flávio Gikovate (ver seção de artigos)

Pergunte ao Urso

(E se perdeu a primeira missão do nosso plano, clique aqui.)

“Tudo é só isso” – Casal Sem Vergonha Recomenda


A primeira vez que li uma crônica da Milly Lacombe foi na página final de uma revista TPM em um consultório médico qualquer. Me apaixonei instantaneamente. Anotei o nome e chegando em casa tratei de ler todos os outros contos já arquivados no site da revista. Não me dando por satisfeita, descobri que a autora tinha um livro publicado com uma coletânea de seus textos. Comprei e li em um dia só.

Milly Lacombe encanta ao falar de fatos cotidianos da vida com tanta magia. Ela faz com que um jogo de futebol, um almoço em família, os jornais com café nas manhãs de domingo, a cama dividida com a amada, pareçam muito mais mágicos do que nosso olhos poderiam enxergar.  Ela mostra que o cotiano pode ser extraordinário quando se quer ver. Milly emociona, toca, faz arrepiar os pelos da nuca. Você precisa conhecer.

Se também se apaixonar e quiser parabenizar a autora, ela tem twitter.

Para saber mais, leia sua coluna no site da Revista TPM.

Casal Sem Vergonha Recomenda – Caio Fernando Abreu


Caio Fernando Abreu é um daqueles autores que faz a gente imaginar que os seus textos foram escritos pra gente. Difícil quem lê e não se identifica. Há aqueles que o consideram um leitor down, baixo astral, deprê – natural, já que os seus textos tem o poder de mexer lá no fundo, de cutucar a ferida que nem a gente sabe direito onde está.

Acho que uma das melhores descrições do Caio foi feita pela Lygia Fagundes Telles:

“O que me inquieta e fascina nos contos de Caio Fernando Abreu é essa loucura lúcida, essa magia de encantador de serpentes que, despojado e limpo, vai tocando sua flauta e as pessoas vão-se aproximando de todo. Aquele ritual aparentemente simples, mas terrível porque revelador de um denso mundo de sofrimento. De piedade. De amor.”

Os personagens do Caio nunca são felizes, mas sempre deliciosamente intensos. Intensos na dor, na paixão, na loucura, no sexo. Aliás, Caio foi um dos primeiros autores brasileiros a falar de temas considerados hiper-tabus nos anos 80 – como sexo, homossexualidade e AIDS. Revolucionário e original, sempre.

Se você ainda não conhece, está perdendo tempo. Seus textos estão espalhados pela Web e, se gostar, seus livros podem ser achados em qualquer livraria. E, prepare-se para se apaixonar como nunca antes.

Links úteis:

Para comprar: Estante Virtual

http://caiofernandoabreu.tumblr.com/

Textos na íntegra: http://bit.ly/f4Nazt

Casal Recomenda: A Insustentável Leveza do Ser (Kundera)


Nossa insustentável leveza do ser

Difícil encontrar um livro daqueles que marcam a vida. Daqueles que te trazem respostas. Que te fazem repensar nossa existência.

Como que por um acaso – como bem mencionou Kundera- me deparei com o filme “A insustentável leveza do ser” em uma dessas listas de filmes de algum site qualquer. O assisti de uma forma, que as quase três horas de filme, perderam a noção de tempo. Descobri depois, que o filme se tratava da adaptação de um livro de Milan Kundera, com o mesmo nome em português. E assim como o filme, passei um dia inteiro das minhas férias o lendo, sem sentir o peso que poderia ter tido.

O livro em forma de romance, na verdade foi uma forma que Kundera encontrou para discutir a relação peso/leveza existente na nossa vida, na dualidade de cada ser. A partir dai, Kundera constrói cinco personagens deliciosos: Tomas, um médico que vive a vida levado por uma leveza extrema, e que é apaixonado pelo prazer de sair com mulheres e descobrir os pequenos detalhes que as fazem únicas. Ele se casa com Tereza, uma menina simples do interior, mas que foi a única capaz de despertar nele algo que nunca havia sentido. Tereza sofre pois nao consegue ser “leve” como Tomas, ao contrario, é fraca e muito sensível. O outro casal da história é formado por Sabina e Franz – que se misturam nos traços de personalidade de Tomas e Tereza: a força e leveza de Tomas se repetem em Sabina e certas fraquezas e Tereza se repetem em Franz. Além deles, há Karenin, uma cachorrinha que os acompanha por anos, e que é também o mais verdadeiro exemplo de leveza/pureza que se pode imaginar.

Diante de uma obra tão única, resolvi escrever esse post. Meu objetivo não é mostrar conclusões ou respostas, já que essas precisam de mais reflexões e discussões do que caberiam aqui. Mas quero dividir com vocês alguns trechos do livro e algumas partes que me marcaram. E se vocês se sentirem tocados como eu,  leiam a história completa, para que possam tiram também suas conclusões:

–        Transar com uma pessoa e dormir com ela, são coisas muito diferentes. O amor não se manifesta pelo desejo de fazer amor (esse desejo se aplica a uma série inumerável de pessoas), mas pelo desejo do sono compartilhado (este desejo diz respeito a uma só pessoa). Algumas pessoas com quem dormimos nos permitem viver isso. Dormir com alguém ao lado pode ser uma experiência muito mais profunda do que sexo em si. Mas não é uma experiência que se pode ter com qualquer um.

–        O que faz nos apaixonarmos por uma pessoa, e não por outra, visto que há diversas pessoas que admiramos ao longo da vida? Segundo Kundera, podemos encontrar pessoas das quais gostamos, apreciamos o caráter, inteligência, que estamos prontos para ajudar quando preciso. Mas existe no cérebro uma zona específica, que poderíamos chamar de “memória poética” que registra o que nos encantou, o que nos comoveu, o que dá beleza a nossa vida. Assim que alguém ocupa essa nossa memória poética, varremos todos os traços de outras pessoas. Só existe lugar para uma pessoa por vez.

– Os “caçadores de mulheres” (chamados “mulherengos”), podem ser divididos em duas categorias:

a-) Os líricos: procuram a si próprio nas mulheres, procuram o seu ideal e se frustram constantemente, já que é impossível encontrar a perfeição.

b-) Os épicos: Aqueles que não buscam um ideal, mas que tem sede de novos conhecimentos, e acabam se tornando colecionadores de curiosidades. Essas pessoas tem um desejo de descobrir o que há de imaginável, o que torna as pessoas únicas.

– O drama de uma vida pode ser explicado pela metáfora do peso. Dizemos que temos um fardo sobre os ombros. Algumas pessoas aceitam carregá-lo, outras não. Essa é a verdadeira insustentável leveza do ser.

– É impossível sermos verdadeiros vivendo em público. Só conseguiríamos viver dentro da verdade, se estivéssemos sozinhos. Se há qualquer pessoa junto, nos adaptamos de um jeito ou de outro aos olhos dos que nos observam.

– Há pessoas que vivem de uma forma leve, outras que não suportam esse modo de vida. Um não é melhor que o outro, já que os dois podem trazer sofrimento.

– Somos forçados a nos portarmos de uma certa forma para sermos aceitos na sociedade. Em tudo, com a família, amigos, nos relacionamentos. Como falou Kundera, “nunca poderemos saber com certeza total em que medida nosso relacionamento com o outro é o resultado de nossos sentimentos, de nosso amor, de nosso não-amor, de nosso ódio. […] A verdadeira bondade do homem só pode se manifestar com toda pureza, em relação aqueles que não representam nenhuma força. O verdadeiro teste moral da humanidade (o mais radical, num nível tão profundo que escapa a nosso olhar), são as relações com aqueles que estão a nossa mercê: os animais.” (Kundera, p. 292)

Alem de todas as reflexões que coloca, a história é de uma sensualidade  que falta muito nas obras de hoje – Kundera consegue instigar através das cenas mais improváveis, o que também acontece no filme.

Se gostou, aí vão alguns links de onde encontrar:

–        Livraria Cultura: http://bit.ly/iecqos

–        Estante Virtual (comprei o meu por aqui): http://bit.ly/eSwK2z

–        Fnac: http://bit.ly/ewKlxv

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